Arquivo do mês: fevereiro 2010

Data de Update!²

Novidade no Falcos Zeit: a filha-a-ser de Falco, hoje com 22 anos, escreve um livro de memórias e relata como foi viver sete anos da sua vida sendo filha de pai famoso e os demais como pária-postiça de pai famoso.

Post no forno, sendo aquecido pelas flamas do ódio dos muitos austríacos que acham que Katharina Bianca Vitkovic está mais interessada em lucrar com o defunto papai e iniciar uma carreira de celebridade do que treinar seus dotes literários.

Talvez a capa do livro dê alguma dica quanto a isso…

Mais: a mal contada história do resgate de músicas perdidas de Falco em um depósito submerso, que resultaram no álbum ‘The Spirit Never Dies‘ – nº 1 na Áustria e 3ª colocação nos mais vendidos da Alemanha.

Mais um exemplo de uso da memória falcolina ou um sincero resgate de canções perdidas? E há alguma dica do código de Falco?

Falcos Zeit revela!

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Arquivado em Alben, Data de Update, The Spirit Never Dies

Alles Gute zum Geburtstag!

Falco faria hoje 53 anos, caso sua carreira não tivesse encontrado um fim trágico e prematuro em 6 de Fevereiro de 1998, em Puerto Plata, debaixo de um ônibus. Como ocorre há 12 anos ininterruptos, festas e homenagens ao cantor serão realizadas em sua natal Viena. A música mais tocada esse ano durante as comemorações será, sem dúvida, “The Spirit Never Dies“, a terceira e conclusiva parte da saga “Jeanny“, descoberta e lançada ano passado, e que possui um nome mais que apropriado.

O ‘espírito’ talvez nunca morra, e, às vezes, o ser humano carne-e-Knochen também é eterno! Vide Elvis Presley e D. Sebastião. Falco não é diferente. Até hoje há gente que jura ajoelhado sobre o milho que Hansi Hölzel forjou sua morte para poder, finalmente, viver em paz, e que deixou dicas sobre a trama malévola em várias de suas canções lançadas postumamente. É o Código de Falco, ou Falcos Sakrileg! Logicamente, mais um assunto que em breve será destrinchado aqui!

Sob a forma de tecidos vivos ou etérea, real ou virtual, Falco Hölzel existe e merece os mais calorosos e alaranjados parabéns!

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Arquivado em Data de Update, Verschwörung

It´s Crime Time! Parte I

Enquanto há gente que ainda bufa sobre o suposto (cof) plágio do Coldplay, ou se a nova We are the World imita menos pior ou mais piormente a abscheulich versão original, há muitos outros casos de roubo de propriedade musicovisual alheia menos comentados por aí, mas que ainda assim geram pandemônio entre os fãs e, principalmente, mostram a vilania dos artistas-ladrões. Eis agora o incidente mais comentado, entre um gole de chá quente e uma bocada no salsichão, nos botecos de Vienna atualmente, um crime tão ou mais descarado que o plágio óbvio e sem-vergonha do Coldplay!

Além de ser o primeiro rapper branco in die ganze Welt – e, surpreendentemente, o primeiro rapper branco que cantava em alemão- a fazer sucesso, Falco foi o pioneiro na arte dos musicofilmes (©), ou megaclipes. Trata-se, selbstverständlich, daqueles filmes inteiramente baseados nas canções de um só disco e que, em essência, são uma colagem coesa de um videoclipe para cada canção, unidos sob um enredo, aquele do disco. Fácil de entender. Pois gut, o primeiro musicofilme de todos os tempos foi baseado no álbum ‘Junge Römer’ (sieh), bei Falco!, e se chama ‘Helden von Heute’ (aka ‘Die Falco Show’), exibido em 1984 pelo canal de televisão austríaco Österreichischer Rundfunk e pelo alemão ocidental Bayerischer Rundfunk. Mais sobre ‘Die Falco Show’ em posts subseqüentes.

Lá pela porção final do Show, quando os telespectadores já entravam em desespero por estar iniciando o clipe da 7ª música de um disco com 9 canções, Hansi Hölzel e sua equipe de filmagem gravam o vídeo histórico, tão revolucionário que seria vítima de não apenas um, mas de zwei plágios: ‘Hoch wie nie’!

No início dos videoclipes, era muito comum as imagens acompanharem literalmente o que estava sendo cantado, e o início da gloriosa era dos musicofilmes não foi diferente. Para gravar ‘Hoch wie nie[“Alto como nunca”], ora, a equipe pioneiramente localizou, próximo a Tucson, no Arizona…

Womit spielen kleine Mädchen heute, hier

und dort und da,

ob in Tucson, Arizona, Toronto, Canada

(Vienna Calling, Falco 3)

…um cemitério de aviões. A alternativa mais literal ainda seria gravar o clipe sobre um avião em funcionamento, visto a letra se tratar de ‘estar nas alturas’, mas o único empecilho era que isso a tecnologia da época não permitia. Melhor dançar sobre as asas de uma carcaça de aeroplano mesmo. E assim o clipe veio ao Welt.

Sete anos se passaram e o cemitério de Tucson voltou a ser utilizado na gravação de videoclipes com temas aéreos. Tom Petty e seus Heartbreakers, mais malandros que gringo no Carnaval, têm a ótima idéia de filmar ‘Learning to Fly’ tocando seus violões, guitarras e baterias sobre as asas de aviões combalidos em um cemitério de aviões em Tucson, Arizona, numa demonstração incrível de originalität.

Tom Petty e seus capangas podem ser perdoados pela reutilização do cemitério sem prestar louvores aos bravos descobridores teutônicos do local. Quem faz uma música tão parecida com Bette Davis Eyes tem o plágio obviamente correndo nas veias.

Agora, o caso mais escandaloso de cópia é mais recente e vem da Großbritannien. Em 2009, Robbie Williams lança seu videoclipe ‘Bodies’, grande sucesso mundial (provavelmente por causa do vídeo). A película se inicia com um grande deserto cor de laranja, uma moto, fazer a barba, andar de moto, andar de buguinho azul louvando ao senhor, fogueira com garota, e…ei! Eu já vi isso antes!

A partir dos 2 minutos e quarenta segundos, o salafrário ex-cantor de boyband passeia e requebra a pélvis em um cemitério de aviões. Ora, ora, mas que surpresa. Estaria ele imitando Tom Petty, Falco – o genuíno, ou apenas compartilhando uma locação? Vejamos…

Vestir um terno no deserto? Cheque.

Camisa branca com gola de veraneio por baixo do terno? Cheque.

Dançar sobre as asas do avião? Cheque.

Tomada aérea das carcaças? Cheque.

Multi-ângulos (©) do cantor? Cheque.

Cabine arrebentada? Cheque!

Estilo para poucos

Óculos de sol com bonito aro plástico amarelo? Cheque. Poder-se-ia considerar o início do vídeo também uma prova inequívoca de cópia, visto que em Hoch wie nie Falco é um mecânico, mas deixemos passar esta.

'Deixemos passar'? Uma ova! Falcos Zeit leva 'coincidências' muito a sério!

Os fãs de Falco desceram o Knüppel em Herr Williams, em demonstrações de ultraje pela internet. Pela segunda vez, uma idéia pioneira de Hansi Hölzel é surrupiada na calada da noite e usada no sucesso alheio, o que faz de ‘Hoch wie nie’ um dos casos mais flagrantes de plágio de todos os tempos. Apesar do crime, a legião falcolina já está acostumada a Situationen como essa. ‘Helden von heute’ não foi apenas o primeiro musicofilme da história, nem teve apenas o videoclipe mais plagiado: foi também pioneiro em tecnologias de maquiagem, uso de material escolar como cenário e de procriação de gatos raros, temas caros que serão tratados assim que ‘Helden’ receber um post próprio. Todas estas inovações, claro, usadas como água pela indústria dos musicoclipes heutzutage.

Schließlich, apesar de todas as imitações e plágios, é bom ter em Kopf a letra da música de Falco que gerou tanto bafafá: a versão original do astro vienense continua acima de todas as outras.

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Arquivado em Alben, Crime Time!, Helden von Heute (Die Falco Show), Junge Römer

Tanja P., Cindy C. e Hans H.

As indefesas donzelas do eixo germano-austríaco passaram décadas sendo aterrorizadas pelo ‘Hahn im Korb’ de Viena. Os ataques do Cupido teutônico eram sistemáticos, fulminantes e muito, muito, muito comuns. Apesar de portar o nome de um falcão, Falco era um galinhão. Suas proezas amorosas dão um bom caldo (de galinha?) pra posts, vide o tórrido affair com Briggite Nielsen, que em breve será abordado aqui. Por hora, eis outro caso clássico do moço.

Em 1990, Falco voltou a se reunir com Robert Ponger, o produtor de seus dois primeiros discos, e lançou seu álbum mais estranho (a começar pelo título), ‘Data de Groove’.  Em meio a canções putz-putz dignas de uma festa organizada por David Lynch (?) e curiosas justaposições entre as palavras ‘Anaconda’ e ‘amour‘, há uma bela ‘homenagem’ à Cindy Crawford e Tatjana Patitz, duas das poucas supermodelos mundiais. Trata-se de “Tanja P. nicht Cindy C.”. Vê-se que, realmente, Data de Groove é uma produção bastante eclética. Era tão avant garde lá nos idos novetentistas que nem os austríacos, defensores eternos e ferrenhos do Falcão, entenderam o espírito da coisa. ‘Data’  foi der größte Flop de todos os tempos do Herr Hölzel, ocupando o cume da herética 11ª colocação nas paradas da Áustria (Mein Gott!) e não aparecendo na lista dos mais vendidos nem na Alemanha. Por motivos extremamente obscuros, foi também tanto o comeback quanto o goodbye da parceria Falco-Ponger. E, assim como todo álbum rui…’alternativo’, hoje é considerado ‘cult’. Um Prost! ao eufemismo!

Prost!

A letra da canção está na página ‘Liedtext’ do Seite (gehe!). O importante aqui são as duas beldades mencionadas na música. Cindy o mundo inteiro e mais um pouco conhece e já viu até pelo avesso. Tanja, ou facilitadamente ‘Tatiana’, Patitz foi mais famosa durante as décadas de 80 e 90, mas continua uma deusa germânica até hoje (sim, ela é alemã), equiparando-se com sua colega de profissão e pátria Claudia Schiffer tanto em donaire quanto em fama. Apesar da Liedtext ser tão nußig quanto o álbum em si, fica clara a tentativa nada sutil de zubeißen mais uma vítima para o rol das garotas falcolinas por parte do cantor, o qual dá, musicalmente, um chega pra lá na Cindy C. (du liebe Güte!), louvando, em contrapartida, a Tanja P. Se Falco conseguiu botar as mãos nos “Patitz” da Tanja é um dos grandes mistérios da vida do cantor. A tentativa pública, porém, é uma aula de Herr Juanismo moderno para todos nós.

Falando das modelos, ei-las logo abaixo, em seu heyday e atualmente, em um ensaio sem maquiagem que a revista ‘Harper´s Bazaar’ publicou ano passado. Atente para a Speichel no teclado.

Hallotag:

Cindy C. und Tanja P.

Aber heute…:

As duas heute

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Arquivado em Alben, Biographie, Data de Groove

Quem foi Falco, em uma Nußschale

A Áustria é a terra do Danúbio Azul, dos grandes palácios e Kirchen localizadas bem no centro das cidades, do conhecidíssimo SK Rapid Wien, do clã Habsburgo, de pessoas estranhas que nasceram para perturbar as mentes das outras (como Erwin Schrödinger, Kurt Gödel , Ludwig Wittgenstein , Freud), é onde Kafka veio ao mundo e é onde todos eles comeram muito Wiener Schnitzel, Sachertorte, Apfelstrudel e, certamente, deliciaram-se fartamente  com as bolas do Mozart.  Wolfgang Amadeus foi eternizado em maravilhosas bolotas de marzipã e pistache, recobertas por um delicioso chocolate, não à toa: assim como a alta arte culinária, os austríacos também se orgulhavam, até há pouco tempo, de compartilharem a cidadania com um dos maiores músicos de todos os tempos – Mozart, claro. Desde a década de 1980, porém, a jactância austríaca ganhou mais um ingrediente: além do rio azul que não é azul, das grandiloqüentes construções barrocas, da família Habsburgo, das pessoas anômalas e da alta culinária, o povo pode bater no peito por compartilhar a cidadania com dois dos maiores músicos de todos os tempos. Estou falando, é claro, de Mozart e de seu sucessor em fama, Johann ‘Falco’ Hölzel!

Quem já assistiu a Amadeus sabe que Mozart foi um ser deveras amalucado e problemático, iconoclasta nato, inovador, genial.  Pois quem diria que as rodas da Fortuna iriam se alinhar dois séculos depois de Wolfgang e gerar um outro músico precoce com as mesmas características? Ah, as semelhanças entre a vida e a carreira de Mozart e Falco são tantas que dão texto para uma Sammlung de posts. Ó leitor cético, duvidas e achas exagero comparar um astro pop com um mega-astro pop-clássico? Pois bem, eis um Zwicken para ti: qual seria a probabilidade de um austríaco branquelo cantar rap em uma época em que quase ninguém cantava rap, ainda por cima em alemão, e fazer tanto sucesso que chegasse ao topo da Billboard? E depois vêm dizer que compor um réquiem sob intensa pressão psicológica e financeira é que é difícil!

Brincadeiras à parte, fato é que, depois de Amadeus, Falco é a cria austríaca de maior sucesso no mundo da música, e o país se orgulha muito destas duas lendas. Apesar de não ser muito conhecido no Brasil, a importância conferida e reverência que a Europa e sua terra natal prestam a Falco são imensas, e serão reveladas pormenorizadamente aqui em Falcos Zeit. Sente-se à vontade e curta a história deste ícone do pop – garanto que é tão saborosa quanto as bolas do Wolfgang!

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Data de Update!

Em rápida construção, o mais novo Seite sobre Johann ‘Falco’ Hölzel, em Português!

Notícias do passado, presente e do além sobre uma das maiores lendas musicais da Europa!

Em muito breve, hier em Falcos Zeit!

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